Terça-feira, Dezembro 01, 2009

struggle for pleasure


Wim Mertens: Struggle for Pleasure

Wim Mertens: Humility
Com um dia assim, apetece ficar em casa e deixarmo-nos levar pela música...

Domingo, Novembro 29, 2009

Hoje...




... a serra estava assim...
As fotos, que tirei esta tarde, são a minha oferta virtual para os meninos que estão longe e que sentem saudades da serra e da terra. Desculpem a falta de qualidade das imagens... foi o que se pôde arranjar!

Primeiro remédio: o tempo

Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.

Padre António Vieira, Excerto do Sermão do Mandato (1643)

of this land



Clannad: Of this land

Sábado, Novembro 28, 2009

amarelo


Bom dia... e votos de óptimo fim-de-semana!

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Reflexos

Olho-te pelo reflexo
Do vidro
E o coração da noite

E o meu desejo de ti
São lágrimas por dentro,
Tão doídas e fundas
Que se não fosse:

o tempo de viver;
e a gente em social desencontrado;
e se tivesse a força;
e a janela ao meu lado
fosse alta e oportuna,

invadia de amor o teu reflexo
e em estilhaços de vidro
mergulhava em ti.


Ana Luísa Amaral, Anos 90 e Agora, Quasi Edições

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

flatshare

Acho que vou querer um destes cá em casa... mas em tons de azul!




Pormenores aqui.

Domingo, Novembro 22, 2009

the more you live the more you love

Para a Hipatia acrescentar à lista...

(Sim, é verdade: o "Peterzinho" anda um pouco esquecido por aqui.)

A Flock of Seagulls: "The more you live the more you love"



Echo and the Bunnymen: "The Killing Moon"



The Waterboys: "Red Army Blues"


Segunda-feira, Novembro 16, 2009

cinzento


(Trás-os-Montes, Janeiro de 2007)

... e chuva, muita chuva! :(

Terça-feira, Novembro 10, 2009

azul

(Sagres, Agosto de 2009)
Saudades do mar e do azul...

Boa tarde e até logo!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Limpar Portugal


Recebi por e-mail e partilho convosco:

"A ideia original veio da Estónia. Em 2008, um grupo de cidadãos anónimos resolveu "meter mãos à obra" e conseguiu juntar num único dia 50.000 pessoas que removeram toneladas de lixo das florestas.
Em Portugal, a iniciativa será concretizada no dia 20 de Março de 2010.
Até lá, há muito trabalho a fazer, em termos de organização. Mas, para já, é preciso divulgar e suscitar o envolvimento do maior número possível de pessoas.
No Algarve já foram criados diversos grupos. O grupo de Faro já conta com cerca de 140 inscritos.


Participa e passa a palavra. "

outros muros

Conselho

Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.

Faz canteiros como os que os outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.

Faz de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...

Fernando Pessoa (1888-1935)

muros

Sem piedade e sem pudor, sem dó e sem cuidado
à minha volta espessos muros tão altos quem teceu?

E eis-me agora aqui na sorte a que fui dado,
em mais não penso: não me sai da ideia o que aconteceu.

Lá fora há tanto que fazer - tudo ruído!
E, se estes muros construíram, porque não dei por tal?

Não ouvi de pedreiro nem voz nem ruído
E sem saber fiquei fechado, sem vista e sem portal.


Konstantinos Kavafis

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

black coffee



Ella Fitzgerald: Black Coffee

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Fuga

Vento que passas, leva-me contigo.
Sou poeira também, folha de outono.
Rês tresmalhada que não quer abrigo
No calor do redil de nenhum dono.

Leva-me, e livre deixa-me cair
No deserto de todas as lembranças,
Onde eu possa dormir
Como no limbo dormem as crianças.

Miguel Torga, Diário, vol. V, 1949

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Trás-os-Montes


Boa tarde... e até logo!

Domingo, Novembro 01, 2009

Deixo, para os apreciadores

de cogumelos e de gastronomia em geral, três sugestões para os próximos dias:

II Festival Gastronómico Sabores de Mogadouro

1.ª Semana Micológica Transmontana e o XI Encontro Micológico Transmontano (Mogadouro)

Curso de Introdução à Identificação e Conservação de Cogumelos Silvestres (Macedo de Cavaleiros)

Sábado, Outubro 31, 2009

delícias silvestres


Há quem lhes chame "frades". Nós apelidamo-los de "rocos". Hão-de ter um nome científico, que ainda me falta descobrir. Os que se vêem na imagem foram descobertos hoje pelo meu pai, enquanto apanhávamos castanhas. Foi o próprio que os temperou (apenas com sal grosso), grelhou, regou com um fio de azeite, partiu e levou à mesa.
Mais do que isto, só posso dizer-vos que me souberam a pouco...

P.S.1 - A propósito de cogumelos, encontrei, entretanto, esta página.

P.S.2 - Nova pesquisa, levou-me não só à designação científica como a mais pormenores sobre esta variedade de cogumelos silvestres.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

flor



A minha mãe chama-lhe "Flor de São Miguel", mas não tenho a certeza que assim seja...

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

é preciso inventar de novo o amor...

Toquinho: Carta ao Tom